Bahia: Cartórios irregulares em razão da não privatização

Como já exposto em notícia anterior (clique aqui e veja), a Bahia continua mostrando a todo o Brasil como o modelo estatizado de cartórios de notas e registros é pernicioso ao interesse público.

Entretanto, o Estado baiano teima em não cumprir determinação do CNJ de privatização (clique e veja aqui).

Abaixo, notícia de irregularidades e corrupção provocadas pelo anacrônico modelo que ainda vigora por lá.

 

Corregedoria do TJ/BA investiga irregularidades em cartórios

A Corregedoria do Tribunal de Justiça da Bahia resolveu instaurar procedimento administrativo para investigar denúncias de irregularidades supostamente cometidas por tabeliães e ou servidores, que tornariam nulos dezenas de atos de compra e venda de terrenos localizados na Avenida Paralela. Ontem mesmo, a juíza-corregedora dos cartórios da capital, Maria Helena Lordelo, solicitou documentos ao 2º Cartório de Registro de Imóveis e ao 7º Ofício de Registro de Imóveis para iniciar a investigação.

 A magistrada vai apurar as denúncias feitas pelo corretor de imóveis Francisco Cavalcanti Silveira Junior e o empresário Carlos Alberto Batista, que reivindicam na Justiça a propriedade de uma área onde, segundo eles, estariam instalados os loteamentos Alphaville 2 e Colinas de Jaguaribe. Eles denunciam a existência de “relação incestuosa” estabelecida entre servidores do 2º Cartório do Registro de Imóveis e o 7º Ofício do Registro de Imóveis com grandes empresários do ramo imobiliário para que negócios ilícitos fossem viabilizados documentalmente.

 Muitos erros –  Entre as irregularidades denunciadas estão: duplicação de matrículas, desmembramentos; unificações, remanejamentos, incorporações e alterações indevidas de áreas, erros e ou omissão na descrição de imóveis; registros sem dados imprescindíveis ao ato cartorário, como metragem, data, número de documentos dos envolvidos no negócio.

 Eles denunciam ainda a existência de matrículas “esquentadas” com procuração falsa; desmembramento de áreas distintas atribuindo-lhes a mesma matrícula; unificação de matrículas distintas; averbação de vendas extrapolando a área total do terreno (grilagem); abertura indevida de matrículas, omissão de transações, ausência de certificações obrigatórias, entre outras.

 

Fonte: Jornal da Tarde/ BA, 10/9/2010

http://registradores.org.br/corregedoria-do-tjba-investiga-irregularidades-em-cartorios/

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